terça-feira, 15 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
5 minutos
Preciso de uma queda tão livre,
que me faça cair pela eternidade,
Até eu decidir que a imortalidade passional demais,
não é pra mim não.
Só que o que eu consigo,
é esse aperto no tempo e espaço.
É esse aperto no coração.
Só pra mais uma vez,
nessa nada sutil insistência,
me mostrar que como todos,
eu tenho um.
E daí ??
Eu lá pedi um ?!
Não quero.
Já disse que veio com defeito.
Querer certificar de que o mundo está bem,
é quase tão difícil quanto conformar-se que não é bem assim.
ai mundo.
ai sofia.
toma jeito, toma jeito. E faz aquilo que sabe!
Não inventa moda,
enquanto a tua ainda lhe serve!
Todas unhas um dia são roídas.
Independente se você é um rato, ou um homem.
Essas armas na mão.
Tal como uma roleta russa com todas as letras.
Tristeza, porque poderia ser assim.
que me faça cair pela eternidade,
Até eu decidir que a imortalidade passional demais,
não é pra mim não.
Só que o que eu consigo,
é esse aperto no tempo e espaço.
É esse aperto no coração.
Só pra mais uma vez,
nessa nada sutil insistência,
me mostrar que como todos,
eu tenho um.
E daí ??
Eu lá pedi um ?!
Não quero.
Já disse que veio com defeito.
Querer certificar de que o mundo está bem,
é quase tão difícil quanto conformar-se que não é bem assim.
ai mundo.
ai sofia.
toma jeito, toma jeito. E faz aquilo que sabe!
Não inventa moda,
enquanto a tua ainda lhe serve!
Todas unhas um dia são roídas.
Independente se você é um rato, ou um homem.
Essas armas na mão.
Tal como uma roleta russa com todas as letras.
Tristeza, porque poderia ser assim.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
dor de cabeça
Queria então esse peso mais leve;
Que tomasse meu corpo,
e ali comigo ficasse.
Por um tempinho bem curto,
só pra saudade lembrar-me,
que o pesar de si mesmo era só pouco caso.
Mas no fim, que surpresa!
Recebi um convite, daqui ao receio.
Como quem pede demais, e não corre atrás.
Tive a notícia do acaso que me acolheu:
meu coração perdeu-se no escuro,
e minha alma, vazia encolheu.
Que tomasse meu corpo,
e ali comigo ficasse.
Por um tempinho bem curto,
só pra saudade lembrar-me,
que o pesar de si mesmo era só pouco caso.
Mas no fim, que surpresa!
Recebi um convite, daqui ao receio.
Como quem pede demais, e não corre atrás.
Tive a notícia do acaso que me acolheu:
meu coração perdeu-se no escuro,
e minha alma, vazia encolheu.
sábado, 28 de novembro de 2009
vagarosa, me espreguiço
é que assim,
nesse jeitinho,
de ladinho me aconchego,
pra descansar os olhos vagos,
de quem espera pelo sono,
quero sonhar com o que me guarda,
e mais nada além disso,
pra acordar sobrando tempo,
pois vagarosa, me espreguiço.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
três terços.
Então, que tinha esse velhinho e essa velhinha.
Por mais que eu passasse todos os dias pelo mesmo caminho que eles,
nada que o costume me tentasse,
faria com que eu me acostumasse.
Eram dois velhinhos com um cômodo pra morar.
Quem quer que seja que vivesse por perto, podia até não querer enxergar,
mas ela não deveria ter de por tanta roupa no varal.
E ele não deveria ter que pregar aquelas tábuas.
Eram só dois velhinhos.
E ainda bem que tinham um ao outro.
Até que o velhinho morreu.
E a velhinha ficou sem irmão.
E foi pro asilo, onde não teria família, mas não teria um varal.
Se ela perdeu o motivo pra viver já não sei.
Se ela ganhou uma razão pra descansar, também não sei.
Mas acho que ela morreu um pouquinho quando perdeu uma parte que já era dela.
E eu morri, junto com ela.
Por mais que não fosse meu irmão,
por mais que não fosse parte de mim.
Acho que no final, quem fazia parte dela,
era eu.
Por mais que eu passasse todos os dias pelo mesmo caminho que eles,
nada que o costume me tentasse,
faria com que eu me acostumasse.
Eram dois velhinhos com um cômodo pra morar.
Quem quer que seja que vivesse por perto, podia até não querer enxergar,
mas ela não deveria ter de por tanta roupa no varal.
E ele não deveria ter que pregar aquelas tábuas.
Eram só dois velhinhos.
E ainda bem que tinham um ao outro.
Até que o velhinho morreu.
E a velhinha ficou sem irmão.
E foi pro asilo, onde não teria família, mas não teria um varal.
Se ela perdeu o motivo pra viver já não sei.
Se ela ganhou uma razão pra descansar, também não sei.
Mas acho que ela morreu um pouquinho quando perdeu uma parte que já era dela.
E eu morri, junto com ela.
Por mais que não fosse meu irmão,
por mais que não fosse parte de mim.
Acho que no final, quem fazia parte dela,
era eu.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Se você for viajar algum dia por esse mundão :
leve comida, e leve bastante.
leve coberta, e leve gente.
leve doces, mas não banalize.
leve conforto, e não muito dinheiro.
leve um livro, e espaço para mais.
leve crochê, e tempo pra aprender.
leve panelas, e deixe o medo pra trás.
leve celular, mas cancele sua conta.
leve música, e não fique sem ela.
leve música, mas não viva só dela.
leve roupas, mas não desfile.
leve pijamas, se for preciso.
leve pente, por favor.
leve grampos, elásticos e fita dupla-face.
leve dicionário, e use pouco.
leve tênis, mas confortáveis.
e havaianas, as originais.
leve voz, pra cantar e falar sozinho.
leve protetor solar.
leve óculos de sol, mas de verdade.
leve lápis, e milhões de papéis.
leve vida, mas traga de volta.
leve cultura, e deixe um pouco por lá.
leve relógio, mas não dependa dele.
leve sal, pra salmora pros pés.
leve água, compre água, beba água.
leve ar, pra respirar.
leve coberta, e leve gente.
leve doces, mas não banalize.
leve conforto, e não muito dinheiro.
leve um livro, e espaço para mais.
leve crochê, e tempo pra aprender.
leve panelas, e deixe o medo pra trás.
leve celular, mas cancele sua conta.
leve música, e não fique sem ela.
leve música, mas não viva só dela.
leve roupas, mas não desfile.
leve pijamas, se for preciso.
leve pente, por favor.
leve grampos, elásticos e fita dupla-face.
leve dicionário, e use pouco.
leve tênis, mas confortáveis.
e havaianas, as originais.
leve voz, pra cantar e falar sozinho.
leve protetor solar.
leve óculos de sol, mas de verdade.
leve lápis, e milhões de papéis.
leve vida, mas traga de volta.
leve cultura, e deixe um pouco por lá.
leve relógio, mas não dependa dele.
leve sal, pra salmora pros pés.
leve água, compre água, beba água.
leve ar, pra respirar.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
rd.
Surpresa a si mesmo,
é saber que aquilo que parece tão irreal aos outros,
faz-se assim aos seus olhos também.
É saber que a solidão que remetia apenas a ti,
te traz mais junto ao que então te deixou.
Mais como um abraço por escrito.
Menos que uma carta de amor.
é saber que aquilo que parece tão irreal aos outros,
faz-se assim aos seus olhos também.
É saber que a solidão que remetia apenas a ti,
te traz mais junto ao que então te deixou.
Mais como um abraço por escrito.
Menos que uma carta de amor.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Deitar e dormir.
Boca levemente voltada pra baixo.
Peso sustentando por dois ombros.
Outro peso sustentado pelos mesmos ombros.
Olhar voltado para algo que não se encontra a sua frente.
Respiração descompassada.
Coração cansado.
Sentimento de desistência, esperando pela reação contrária.
Esperança da música, que não virá.
Empurrão irresponsável do tempo que devia ser aproveitado.
Ponteiros imaginários gozando da paciência.
Ar expulso com força do próprio corpo.
Deitar.
E dormir.
Peso sustentando por dois ombros.
Outro peso sustentado pelos mesmos ombros.
Olhar voltado para algo que não se encontra a sua frente.
Respiração descompassada.
Coração cansado.
Sentimento de desistência, esperando pela reação contrária.
Esperança da música, que não virá.
Empurrão irresponsável do tempo que devia ser aproveitado.
Ponteiros imaginários gozando da paciência.
Ar expulso com força do próprio corpo.
Deitar.
E dormir.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
E assim vai
Sabe olhar a fundo a vida,
aquele sóbrio de que ela muda.
Que ela anda.
Que ela passa.
Descaso ao drama, e a saudade.
E assim vai;
A culpa é do tempo,
que carrega as horas quando bem entender.
A culpa é minha, que uso relógio.
E a culpa é dele, que sabe bem disso.
aquele sóbrio de que ela muda.
Que ela anda.
Que ela passa.
Descaso ao drama, e a saudade.
E assim vai;
A culpa é do tempo,
que carrega as horas quando bem entender.
A culpa é minha, que uso relógio.
E a culpa é dele, que sabe bem disso.
domingo, 25 de outubro de 2009
cigana hoy
Eis que sabem que tanto faz,
que tanto fez,
tanto fará.
Então,
olha no relógio e se imagina não-ela,
outra pessoa,
mais importante.
Veja,
que a vida é tanta,
que o dia é tanto,
e o tédio é tanto.
Veja,
que a vida é curta,
se o dia é curto,
e o tédio inútil.
Somente abriu o livro.
por saber que as páginas eram um apoio.
Daquele que não te deixa.
Ou deixará.
Observa a sua janela.
Até as 5, esquece. O sol precisa se pôr.
Aceitou, como uma mentirosa.
que tanto fez,
tanto fará.
Então,
olha no relógio e se imagina não-ela,
outra pessoa,
mais importante.
Veja,
que a vida é tanta,
que o dia é tanto,
e o tédio é tanto.
Veja,
que a vida é curta,
se o dia é curto,
e o tédio inútil.
Somente abriu o livro.
por saber que as páginas eram um apoio.
Daquele que não te deixa.
Ou deixará.
Observa a sua janela.
Até as 5, esquece. O sol precisa se pôr.
Aceitou, como uma mentirosa.
sábado, 24 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
cuitelinho
É leve,
às vezes pesa,
mas a pluma tende a voar.
Sinto um aperto, que torce os dedos,
as fibras,
os olhos,
o coração.
É tanta besteira,
é tanto vazio,
que a explicação já não cabe mais,
por ser assim tão incerto o caminho,
e deixar tão perdido em lugar nenhum.
Vejo uma fresta,
mais ou menos futura,
abrir-se de leve, numa fina tortura,
chamando a mim, que cega apenas de um lado,
como quem me mostra a solução por partes.
Aí penso de novo,
para o meu bem e só meu,
que a linha tênue,
eu exagero demais.
Preciso parar e escutar minhas letras,
que o teclado sugere respirar,
para que, esperando assim,
eu consiga ouvir a sugestão da minha paz.
às vezes pesa,
mas a pluma tende a voar.
Sinto um aperto, que torce os dedos,
as fibras,
os olhos,
o coração.
É tanta besteira,
é tanto vazio,
que a explicação já não cabe mais,
por ser assim tão incerto o caminho,
e deixar tão perdido em lugar nenhum.
Vejo uma fresta,
mais ou menos futura,
abrir-se de leve, numa fina tortura,
chamando a mim, que cega apenas de um lado,
como quem me mostra a solução por partes.
Aí penso de novo,
para o meu bem e só meu,
que a linha tênue,
eu exagero demais.
Preciso parar e escutar minhas letras,
que o teclado sugere respirar,
para que, esperando assim,
eu consiga ouvir a sugestão da minha paz.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
tempo espaço
tec tec tec tec tec tec tec tec tec tic tec tic tec tec tec tic f5 tec tic tec tic tic tec tic tac tec tic tac tic tac tec tic tec tic tac f5 tic tac tic tac tic tac tic
sou eu digitando no computador na esperança de que o tempo passe mais rápido.
sou eu digitando no computador na esperança de que o tempo passe mais rápido.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
a elegância do ouriço
Me deparei com uma pergunta, que nunca tinha feito - creio eu, ao menos não com a mesma intensidade e lucidez sobre a existência desta - a mim mesma e que me põe de frente para o que considero questões filosóficas importantes.
Eñtão, a questão é: Sendo a morte, morta como outra qualquer, como podemos equivalar a morte de um ser humano, ou animal, a de uma planta?
Não querendo desmerecê-la, ou arrancar qualquer sombra de vida da planta - que não tem nada a ver com isso - mas, seria algo igual?
Morta igual, ok.
Sofridão, esperança, noção, a-vida-passando-diante-dos-seus-olhos...igual?
Acho que, reclusa enquanto ser humano, vertebrada, dotada da capacidade de me mover enquando não morta - logo, afastada da condição equivalente ao vegetal - sentindo, respirando, e sabendo do ar que entra e sai do meu corpo, vejo-me por quase uma questão de ética, inferior à condição de resposta para a pergunta.
Pois quem é planta é ela, não eu.
Não posso simplesmente querer entender o processo da nossa morte, enquanto consciente apenas do modo como eu vivo.
Ela vive também.
Então pronto.
Vamos nos ater apenas aquilo que sabemos.
Ou achamos que sim.
Eñtão, a questão é: Sendo a morte, morta como outra qualquer, como podemos equivalar a morte de um ser humano, ou animal, a de uma planta?
Não querendo desmerecê-la, ou arrancar qualquer sombra de vida da planta - que não tem nada a ver com isso - mas, seria algo igual?
Morta igual, ok.
Sofridão, esperança, noção, a-vida-passando-diante-dos-seus-olhos...igual?
Acho que, reclusa enquanto ser humano, vertebrada, dotada da capacidade de me mover enquando não morta - logo, afastada da condição equivalente ao vegetal - sentindo, respirando, e sabendo do ar que entra e sai do meu corpo, vejo-me por quase uma questão de ética, inferior à condição de resposta para a pergunta.
Pois quem é planta é ela, não eu.
Não posso simplesmente querer entender o processo da nossa morte, enquanto consciente apenas do modo como eu vivo.
Ela vive também.
Então pronto.
Vamos nos ater apenas aquilo que sabemos.
Ou achamos que sim.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Segue o seco.
Era o dia bem vivido,
e a noite bem dormida,
que faziam toda diferença quando voltava pra cama.
Queria entender a diferença,
entre poder simplesmente voltar algum dia,
para lugar nenhum,
ou não sair deste quando o despertador tocasse.
Sentia que fugir não faria sentido,
já que todos os dias chovem ao seu redor.
(Já que todos os dias chovem ao seu redor,
e nunca há telhados suficientes).
Contava então nos dedos,
o momento do qual começaria um novo sol.
O momento em que o relógio começaria de novo,
ou que pararia uma pouco de correr.
E assim quem sabe, deixaria de ligar para nuvem que ameaçava lá fora,
ou pro pingo de chuva que já aprontava a cair.
Deixe que chova,
em tempo aberto.
Secar mesmo,
é fato.
e a noite bem dormida,
que faziam toda diferença quando voltava pra cama.
Queria entender a diferença,
entre poder simplesmente voltar algum dia,
para lugar nenhum,
ou não sair deste quando o despertador tocasse.
Sentia que fugir não faria sentido,
já que todos os dias chovem ao seu redor.
(Já que todos os dias chovem ao seu redor,
e nunca há telhados suficientes).
Contava então nos dedos,
o momento do qual começaria um novo sol.
O momento em que o relógio começaria de novo,
ou que pararia uma pouco de correr.
E assim quem sabe, deixaria de ligar para nuvem que ameaçava lá fora,
ou pro pingo de chuva que já aprontava a cair.
Deixe que chova,
em tempo aberto.
Secar mesmo,
é fato.
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