o mar que a gente é
faz o mar que a gente tem
transbordar.
e no meio desse tanto de água,
a esperança parece seca, sequinha.
(não nos resta uma gotinha).
a onda sobe, o vento cessa, e o tempo pára.
sabemos:
essa é a vida - com uma breve pausa -
para o tapa na cara.
tchibum.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
tudo bem, é assim.
O único jeito de deixar a solidão é voltar para barriga da mãe.
Só assim um coração bate pelo outro.
Só assim um coração bate pelo outro.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
sábado, 22 de dezembro de 2012
sengavete
Enfim, percebeu:
a vida, não passa de gavetas.
o tempo, não passa de gavetas.
nós somos gavetas.
os anos se engavetam.
os amores se engavetam.
e as gavetas, se engavetam.
e isso não é necessariamente ruim.
É só uma metáfora.
a vida, não passa de gavetas.
o tempo, não passa de gavetas.
nós somos gavetas.
os anos se engavetam.
os amores se engavetam.
e as gavetas, se engavetam.
e isso não é necessariamente ruim.
É só uma metáfora.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
5 pernas em cada mão.
O medo de aranha vem
- talvez não -
das teias que começam no centro do meu peito.
Quando me puxam para frente,
só estão me enganando, me trazendo mais para trás.
Mas não o atrás.
E sim dentro de mim.
São esses dedinhos que a gente tem...
Tão ágeis, e traiçoeiros.
- talvez não -
das teias que começam no centro do meu peito.
Quando me puxam para frente,
só estão me enganando, me trazendo mais para trás.
Mas não o atrás.
E sim dentro de mim.
São esses dedinhos que a gente tem...
Tão ágeis, e traiçoeiros.
domingo, 16 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
La pomme de terre dans la gorge
Est-ce que tu es malade du coeur?
Oui
Toujours?
Oui, tous les jours, sans perdre un.
Pourquoi? Quand? Où?
Je ne sais pas. Ici, là-bas. Quand il veut. Seulement s'il veut.
Tu souffre?
Non, seulement le coeur.
Et ta tête?
Ah, bien.. Elle souffre.
Et ton corps?
Il sent.
Et tes yeux?
Ils regardent.
Et toi, c'est où? C'est quoi?
Je vous parle. Ça c'est moi.
sábado, 17 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
(10/2008) lista comprida da vida nº2
Se por mais alguns minutos descobrisse o Universo que me pára e procede no passar desse ponteiro, estaria longe mas tão perto de um futuro assim incerto, e cegaria todos erros de um calendário inteiro.
Me admiro por tais páginas tão escritas sobre a vida, desta lista tão comprida, de seus itens não riscados, mas de fato o que vejo é o medo de errar, uma vez atrás da outra, romances mal elaborados.
Como se eternas enquanto durem, fossem as horas a passar, faria apenas uma pergunta ao conjunto de idéias, de modo que organizasse teus desejos e pesares, e talvez assim pudesse deixar levar por novos ares.
(10/2008) lista comprida da vida nº1
Não sei se paro, ou se prossigo, se quero aqui, comigo o sempre. Sei que disparo, e esse abrigo, abre a porta tão lentamente. São tantos dias, ou semanas, não contei ao certo, é relativo. Mas tanto tempo me é marcado, pelo simples fato de que ainda vivo.
Sou inteira, mas não completa, sinto asas mas me prego ao chão. Se estou chegando à areia da praia, me confundo com a imensidão... Que deixei pra trás ou que ainda virá, que atormenta a pura verdade, ou mentira, ou ilusão, já nem sei mais minha realidade.
Só me lembre então, da minha rotina, de menina sem mais a perder. Risco um item da minha lista da vida, assim que do meu pulso, um nó se render... Como quem espera que o enfim em seu fim chegue, e que dele um começo virá; E eu, que já desisti tantas vezes, reconheço de novo, o verbo amar.
Sou inteira, mas não completa, sinto asas mas me prego ao chão. Se estou chegando à areia da praia, me confundo com a imensidão... Que deixei pra trás ou que ainda virá, que atormenta a pura verdade, ou mentira, ou ilusão, já nem sei mais minha realidade.
Só me lembre então, da minha rotina, de menina sem mais a perder. Risco um item da minha lista da vida, assim que do meu pulso, um nó se render... Como quem espera que o enfim em seu fim chegue, e que dele um começo virá; E eu, que já desisti tantas vezes, reconheço de novo, o verbo amar.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
"daí o fascínio com que o homem procura achegar-se à sua enganosa substancialidade."
-sim senhor,
ele ainda está procurando a felicidade.
-hum...então deixe ele se enganar mais um pouco, e continuar indo pelo mesmo caminho que todos os outros foram.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
tossiu tossiu tossiu
até que na tossida seguinte,
o bichinho saiu.
e então, olhando diretamente nos olhos dele, disse:
não volte mais aqui! ouviu?
e o bichinho acenando, foi se embora para sempre.
Às vezes é só assim que eles vão embora.
você tem que tossi-los, olhá-los, reconhecê-los, e então,
deixar partir.
o bichinho saiu.
e então, olhando diretamente nos olhos dele, disse:
não volte mais aqui! ouviu?
e o bichinho acenando, foi se embora para sempre.
Às vezes é só assim que eles vão embora.
você tem que tossi-los, olhá-los, reconhecê-los, e então,
deixar partir.
sábado, 1 de setembro de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
E o que é a solidão?
É um vírus.
Um dia, eu passei do lado de alguém que se sentia muito sozinho,
e de repente, lembrei que também era.
Depois disso, como todo bom vírus, tempos sins, tempos nãos,
ela vem e eu lembro dela.
Ela me incomoda, me faz sofrer, me faz não querer mais o meu corpo.
Até que delicadamente ela vai embora.
Um dia, eu passei do lado de alguém que se sentia muito sozinho,
e de repente, lembrei que também era.
Depois disso, como todo bom vírus, tempos sins, tempos nãos,
ela vem e eu lembro dela.
Ela me incomoda, me faz sofrer, me faz não querer mais o meu corpo.
Até que delicadamente ela vai embora.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
e a vida é longa
o ódio é quente
a raiva é quente
a tristeza é dura
a alegria é esfumaçada
o amor é denso
o amor é duro
o amor é frio.
a raiva é quente
a tristeza é dura
a alegria é esfumaçada
o amor é denso
o amor é duro
o amor é frio.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
o tempo é um engraçadinho.
ele sabe (de uma vez só e o tempo todo)
o que está acontecendo,
o que aconteceu,
e o que vai acontecer.
e fica assistindo a gente descobrir.
lenta, lenta, lenta, lenta, mente.
o que está acontecendo,
o que aconteceu,
e o que vai acontecer.
e fica assistindo a gente descobrir.
lenta, lenta, lenta, lenta, mente.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
nunca, é demais.
Ao andar de manhã até o centro da sala,
seu pé fez um barulho diferente.
Bateu com ele no chão de madeira, e teve uma surpresa:
era oco!
O chão, era oco!
Quando iria imaginar, que o que a apoiava, era tão vazio quanto o espaço em que ela circulava!
Era ar embaixo, como ar em cima. Era igual, só que mais escuro.
Talvez até mais confortável.
Quem sabe mais seguro.
Tirou as madeirinhas que ficavam em cima (já estavam meio soltas, esperando),
e viu que o buraco era do tamanho dela. Que coincidência...
E uma coincidência dessas, só pode ser um sinal.
"Vou entrar!"
E nunca mais saiu.
seu pé fez um barulho diferente.
Bateu com ele no chão de madeira, e teve uma surpresa:
era oco!
O chão, era oco!
Quando iria imaginar, que o que a apoiava, era tão vazio quanto o espaço em que ela circulava!
Era ar embaixo, como ar em cima. Era igual, só que mais escuro.
Talvez até mais confortável.
Quem sabe mais seguro.
Tirou as madeirinhas que ficavam em cima (já estavam meio soltas, esperando),
e viu que o buraco era do tamanho dela. Que coincidência...
E uma coincidência dessas, só pode ser um sinal.
"Vou entrar!"
E nunca mais saiu.
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